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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Grape Storms - Grape Storms (álbum)

Hoje, não escreverei muito não. Reencontrei o myspace da banda goiana Grape Storms salvo nas dezenas de favoritos do navegador, e achei bom compartilhar. É só um link de outro post, junto com o álbum da banda subido no youtube.

O álbum completo:

O post no Blah Blah Blog, com link de download:
Relembrando o Grape Storms

domingo, 7 de outubro de 2012

Copa do Ar "Orbs" EP (2012) & "We Had Enough" EP

Como o projeto é meu, não vou resenhar o disco, mas vou passar uma breve descrição, seguida da palavra de alguns blogueiros.
Copa do Ar é um projeto de música ambient/experimental da cidade de Arapiraca (Alagoas – Brasil), criado por Jonathan Garcia (Mogi das Cruzes – SP, 9 de outubro de 1993). Começou a compor no primeiro semestre de 2010 e lançou o EP “We Had Enough” no dia do próprio aniversário. Mais tarde, em novembro de 2011, o EP ganhou versão física pela netlabel rússa Winter Sea. 
Em 2 de outubro de 2012, o EP “Orbs” foi lançado, todas as faixas criadas por Jonathan, contando com a artwork da capa de Anny Garcia.

"A ambient music do paulista radicado em Alagoas abraça o ouvinte com agradável precisão, ao som reconhecíveis da natureza, como vento e trovões, e instrumental delicado." (Floga-se)


" [...] é construído sobre as bases da ambient music, com poucas batidas e referências que vão dos sons da natureza à ficção científica, tudo costurado com muita precisão, emulando ora o mestre Eno, outras (“Troca-letras”, nitidamente) as pirações do Radiohead circa Kid A e beirando o industrial sombrio em “Into the water”." (Pequenos Clássicos Perdidos)

"Agora com "Orbs" Jonathan Garcia explora o mínimo das nuances musicais desconstruindo tudo, economizando até barulho. Minimalismo puro. Ouvindo "Orbs" remeti ao trabalho experimental de Robert Hampson e Scott Dowson do Loop chamado MAIN." (Mofonovo)

ORBS
October 2nd, 2012

tracklist:
Lunar Dada 2:16
Troca-Letras 3:30
Above the Hazy Lands 0:34
Into the Water 3:31
Meganeura's City Flight 4:54
'twas... We're Sure! 1:01
Shrinking Space 3:09


We Had Enough
October 9th, 2010

tracklist:
We had Enough 3:45
Weeping Afternoon 3:15
Little 1:37
Seja 3:18
Days are Dragged 2:10
Movie about Trees 1:01
Blue Gate 1:57
She Gazes Two Seagulls Deeply 1:39
Insira suas Fichas [Bonus track] 2:38

domingo, 16 de setembro de 2012

Crooneres Decadentes "Istmos EP" (2012)


Usando o pseudônimo de Crooneres Decadentes para apresentar suas músicas cantadas em português desde 2009, Raoni Santos tem criado músicas guiadas por seu vocal grave e guitarra indie capturados numa concepção lo-fi. Mas este novo EP, Istmos, além de ter ganhos significativos na qualidade de som, se caracteriza pela adição de loops de bateria em todas músicas e elementos eletrônicos experimentais, mais aprofundados no seu projeto instrumental que leva seu próprio nome.
Istmos (que são pedaços de terra que ligam penínsulas a continentes) tem um clima leve, bem chill out, mas ainda assim melancólico. Diálogo Privado tem influências declaradas de trip-hop, com uma distorção/barulho meio Portishead entrando na música muito bem vinda. Quebrando o Gelo é um pop dançante meio psicodélico, cuja introdução parece evocar alguma canção do Neon Indian, é também a que conta com maior fluidez dos vocais.
Nos momentos instrumentais das músicas, cabem colagens e manipulação de ruídos, além de inflexões no timbre dos teclados, notas sustentadas, cores que são familiares às viagens do Air. Ao final do EP, chega-se à conclusão de que dispondo de mais instrumentos (virtuais; VSTi's) e recursos que nos trabalhos anteriores, ele consegue colorir suas músicas do sentimento que ele pretende passar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Old Magic Pallas "Pull My Daisy" (1994)

Old Magic Pallas é uma das grandes bandas da cena underground brasileira, shoegazer e dream pop dos anos 90. Pelo que li em alguns blogs e escutei de outros apreciadores de música, soube que Jane era como um hino para a turma que curtia um MBV ou um Slowdive. Lançou o EP Pull My Daisy (94) e integrou um CD split com Moonrise e Speed Whale (95). Em 98 já tinha algumas faixas demos do 1º álbum gravadas (elas estão no myspace da banda), mas no mesmo ano, encerrou suas atividades. Passaram-se dez anos, quando surgiram gravações de ensaio junto à notícia da retomada. Atualmente a banda mantem contato através de uma página no facebook, mas não deixa muito claros a situação do antigo álbum inacabado, o novo rumo e nem o processo de criação de novo material.

tracklist:
Stargazer
Jane
Daydreaming
Raindrops
Twiggy
Daydreaming (Aural Exciter Mix)


*Agradecimento ao blog Amor Louco. Acho que baixei e conheci a banda por lá.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Team.Radio "Self-titled EP" (não-oficial, 2009)

Um pouco depois do lançamento de Summertime, fui informado do trabalho da banda num álbum de inéditas. Então veio o single/clipe "Stormy Melodies", que apresentou um novo guitarrista. E só agora, no finalzinho de agosto, pude conhecer as novas músicas (ou parte delas) no Sexta & Sentado (Teatro Arena, Maceió-AL). Fantásticas por sinal.
Mas como a data de lançamento nem ao menos foi divulgada, vamos dar uma ouvida no que eu acredito ser o primeiro registro da banda disponível na web, e que mesmo sendo de 2009 vai soar como novidade até para aqueles que já acompanham a banda.
Músicas de um naipe doce, meio ingênuo, mesmo sem contar ainda com os vocais de Marina.
Recomendo "Puffy Kid"

tracklist:
I'm good to go
Puffy Kid
Bummed out
Can't You Understand?
Some Song
Careless

Ceticências "Beksinski Hug" (2012)

Se você já conhece os trabalhos de Cadu Tenório (Sobre a Máquina, Santa Rosa's Family Tree, VICTIM!, etc.), já se prepara para ouvir algo intrigante e de difícil digestão. Mas neste EP, Beksinski Hug, lançado em 7 de setembro, me deparei com uma situação diferente. Senti, de alguma forma, algo familiar entre todo o barulho e experimentalismo. É tranquilizante, no entanto pode servir de trilha para filmes perturbadores. Da metade de Broken Soul até o fim do EP, ouvi coisas de Cranes e de sua 'sucessora' Grimes dissolvidas ali, tanto no "gaguejo" dos teclados e instrumentos divertidos como nos vocais com pitch alterado (Can you Feel?). Elementos bem dosados, sequência envolvente, ambient com rumo.

Tracklist:
Confusing
Broken Soul
Can you Feel?
Nevoeiro/Vendaval


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Katty Winne "Molly Gun EP" (2012)

Katty também fotografa muito!
Lançado no dia 21 deste mês, Molly Gun me parece ser o real disco de estreia de Winne. Antes dele, em 2010, teve o Super Universe, mas que apesar de músicas muito boas, ficou introspectivo demais comparado aos padrões deste novo, que tem tudo para ser o caminho a seguir. A própria autora descreve sua música como de "menininha" e de amor e mais amor, e depois amor. Mas não é tão por aí.
Digo isso, por conta de sua repercussão positiva. Se fosse música de "menininha" (no modo pejorativo de dizer), não teria inspirado elogios do senhor por trás do Floga-se e não teria ganhado espaço num blog como o Shoegazer Alive, que pelo título dá para se deduzir seu conteúdo. Até agora não ouvi nada de "ah, não gostei". Tem caído no agrado até de pessoas mais entojadas. MG nasceu com um dom fascinante de fisgar o ouvinte com elementos que já deram certo em algum lugar da América do Norte, mas nunca (ou dificilmente) na nossa terrinha. (Cabe aqui abrir uns parênteses pra comentar a semelhança vocal com a americana Juliana Hatfield)
A capa é de Caíque Guimarães (Bad Rec Project) e a cadela é Molly,
a que deu o nome ao EP.
Algo que dá pra notar de cara é a sinceridade dessas canções. Winne é realmente assim. Colore de amor cada detalhe de sua vida (e dos outros também). Em Forever, amor. Em Johnny, amor. Em... peraí não vou repetir isso 5 vezes. Todas as músicas são sobre relacionamento, desde de amizade (My Little Girl In The Sun) até o amor destrutivo e doentio de "Your Girl" (não é pra tanto, rs). Amor ou falta de um amor. O lema é: se tem um coração e está sozinho, vamos tocar uma canção e rir com bobagens (Johnny - que inclusive, mais recentemente, foi dedicada a minha pessoa, de brincadeirinha). We're Falling In Love é um dream pop sobre se re-apaixonar por alguém já te fez sofrer uma vez, e você aí tolo(a) de dar dó quer um revival. E "Forever", minha preferida, é um shoegazão que faz o lance de "menininha" ser contradição. Aliás, guitarra, distorção e esse clima furioso todo não faz jus. Sai dessa, Winne! Menininha não é contigo não. Bem, como ela mesma diz: "Te amo, mas não é para sempre". Com essa frase, encerro o post.

domingo, 27 de novembro de 2011

Bela Infanta {Às Vezes Os Pássaros Não Voam Pro Mesmo Lado No Inverno [2011]} & {EP Branco [2009]}


Como blog, a maior dívida que o Ambexplosão tem é com a banda Bela Infanta. Conheço-a desde o ano passado e, a cada vez que ouço, cresce minha admiração.
De Joinville, Santa Catarina, os integrantes são: Deivys Joenck nos vocais e teclados; Israel Rolim com a guitarra; Stenio Leopoldo com o baixo; e Marcelo Casas na bateria.
De cara, o que me intrigou bastante foram as letras em português. Imagine só! Dream pop e shoegaze abrasileirado... Dificilmente outro grupo conseguiria unir um instrumental gringo com o português brasileiro cheio de vogais abertas.
A Bela Infanta é o tipo de banda que parece ter sido removida da época à qual pertencia. Ignorando datas, poderia afirmar que ela fez parte da saga das fitinhas cassetes, junto com Second Come, Brincando de Deus e Violeta de Outono. Isso só não ocorreu porque no começo dos 90 seus membros ou eram crianças ou adolescentes e precisavam provavelmente passar pela experiência de gostar de bandas ruins ou de tocar em alguma. rs
Vou linkar os downloads do primeiro e segundo EPs e 2 videoclipes da banda, incluindo o lançado hoje - Planícies.
E sinceramente eu apenas espero assistir a um show dos bróders. Como é que faz?


Às Vezes Os Pássaros Não Voam Pro Mesmo Lado No Inverno [2011]










EP Branco [2009]













Planícies

Outono de 1987

Agora é só esperar o 3º EP que eles estão preparando...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Refuse" de Hangin Freud, 1ª faixa disponibilizada do álbum "Motherland"



No dia 25 de setembro de 2011, a dupla intercontinental Hangin Freud compartilhou pelo soundcloud uma primeira faixa do álbum intitulado "Motherland". Trata-se de "Refuse", uma canção com um instrumental tribal, obscuro, "canto de roda" ao fundo, complementados com a atmosfera da guitarra, e embalada pela voz angustiante de Paula Borges (minha preferida das brasileiras).
Ouça e imagine o que pode vir pela frente:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"There Comes The Seelie Court", b-side This Lonely Crowd


Ouça:
This Lonely Crowd já passou aqui pelo blog com o lançamento do primeiro álbum, Some Kind Of Pareidolia (2011), mas vale a pena recapitular quem é a This Lonely Crowd.
É uma banda curitibana formada em 2009 por quatro músicos que usam pseudônimos de personagens infantis: Tweedledum (guitarra), Tweedledee (guitarra), Humpty Dumpty (vocal, guitarra), Jabberwock (bateria) e Red Queen (baixo, vocais). Além disso, as letras das músicas também saem de histórias infantis: o primeiro álbum, SKoP, contou com adaptações de histórias dos irmãos Grimm e outras, como da Fantástica Fábrica de Chocolate.
Musicalmente, a banda toca em diante a antiga sonoridade dos Smashing Pumpkins, porém com um (ou os dois) pé atolado no post-rock, sem esquecer da influência que, querendo ou não, eles sofrem das bandas do gênero brasileiras.
A banda tem lançado seus EP's pelo selo virtual Sinewave. Mas desta vez preferiu mudar a ordem dos acontecimentos e agora está lançando o lado B do SKoP em forma de EP, intitulado "Doppeldanger And Other Delicious Secrets", dividido em cinco faixas lançadas por diferentes blogs.
Essas canções (algumas já haviam sido iniciadas muito antes do full album), como a banda mesma diz, ganharam uma sonoridade própria de b-side: certa obscuridade e canções que não se encaixaram dentro dos lançamentos anteriores. Contudo não concordo que isso tenha funcionado bem. Em minhas experiências com b-sides percebi que se podia colocar qualquer coisa ali: músicas inacabadas, mixagem ruim, erros, pausas, catarro, desafinação e dissonância. Mas a This Lonely Crowd criou músicas dignas de comporem um álbum e com muita qualidade.
O Ambexplosão ficou encarregado de apresentar a terceira música "There Comes The Seelie Court". Mais uma vez a banda se inspira em histórias de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas. Desta vez a obra escolhida foi "Through the Looking Glass" (continuação do Alice). Seelie Court significa "fadas do bem", bom, pra quem acredita, né. Pra mim, fada nunca é do bem e essa música confirma minha teoria. Começa rastejando e se contorcendo através de notas graves no baixo e guitarra distorcida, como manda o figurino, e uma levada sinking, que é completada com a voz sussurrada de Humpty imersa e enraizada por entre as melodias. Por vezes, esses elementos tornam-se um só e, a partir de um determinado trecho da música que ouso chamar de refrão, dá a impressão de que o vocal se desprende da melodia e agora, quase que cantando para si mesmo, a música caminha para um blur de guitarras e vocais que soam mais como múrmuros que como canto.
Divirta-se!
Pra você baixar as outras faixas do Doppeldanger and Other Delicious Secrets, acesse os blogs:
2. Lolo
3. There Comes The Seelie Court

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Teste #1" (2009) de Don Gizmo


Lembro-me de quando me dei conta de que o Brasil dava bons frutos na música de estilo que gosto (ou melhor, estilos). Num certo dia tomei a decisão de vasculhar pela internet o que havia de música em Alagoas (isso foi há um ano, eu acho). Claro, encontrei muito hardcore e o tal do pop-rock. E encontrei muitos projetos instrumentais. Não me agradei muito deles. Nesse meio passou despercebido o Don Gizmo. Acho que ainda o ouvi, mas com a frustração dos outros instrumentais de que não gostei. Infelizmente eu deixei passar. E quando eu ouvia falar em Don Gizmo, tinha a ideia de ser um daqueles instrumentais de que não havia gostado.
E o tempo passou...
Bom, no mês passado tive o segundo contato com Don Gizmo. Agora de cara com a fera! Em dois sentidos: 1. Eu ouvi Don Gizmo por inteiro; 2. A fera, quero dizer, Nando Magalhães estava bem ali na minha frente. Isso foi numa reunião do Popfuzz (coletivo alagoano de música independente), Tales (da My Midi Valentine) estava pondo pra tocar uns sons experimentais. Aí então começou a tocar uma música mais agradável, envolvente e tristonha. Aí fiquei sabendo. Não sei se falei que tinha gostado muito. Na verdade, o que veio à minha cabeça foi algo como "Me desculpe por ter ignorado", mas ia parecer idiota, além do mais não havia motivo pra pedir desculpas (eu que perdi com isso). Fato é que queria falar "Parabéns, cara! Não pensei que o Don Gizmo fosse isto!" Mas, no fim, fiquei calado. (Nando, se você ler isso, saiba que é isso mesmo. Parabéns!)
Saindo de lá, ainda tocou Copa do Ar. Aposto que quando saí, ficaram apontando os defeitos das minhas músicas hehe E se realmente fizeram isso, gastaram muuuuito tempo, pois o que há de defeitos... rs
E na volta pra casa eu tinha um objetivo: baixar o EP!

sábado, 11 de junho de 2011

"Starfire Connective Sound EP" (2011) de Starfire Connective Sound

Em junho de 2011, é lançado o EP mais barulhento, psicodélico, hipnótico e obscuro da música livre e desconhecida no Brasil: “Starfire Connective Sound” do projeto homônimo do cara do blog Sussurros e Escarros, Al Schenkel. Ele, através do blog, também organiza e divulga a coletânea “Brazilian Noisy Poetry Makers”, que além de reviver hits do underground brasileiro, apresenta novidades de bandas que ainda engatinham, mas que têm potencial.
É do primeiro EP (7 faixas) do projeto solo deste cara com ótimas intenções que vou falar um pouco. Alguns blogueiros que admiro já falaram muito bem dele. Tá tendo uma repercussão legal. Agora eu vou dizer só algumas palavrinhas sobre cada faixa e depois você escolhe o que fazer.
A intro “I Sweep the Streets without Finding God” começa com notas de piano que me lembraram o álbum “Fairy tales... (2001)” da Mandragora Scream, o modo como é construído desenha um cenário de confusão mental, alguém correndo e caindo pelas ruas. Acho que isso já é evidente pelo título da música. Depois a música ganha um clima mais New Age. Mas é só para nos enganar.
They Call Her One Eye”, em seguida, nos mostra o barulho, distorção na guitarra – sem muitos rodeios – que é o que Al Schenkel veio realmente fazer pro resto do EP. “This Modern Cave” vem mais barulhenta ainda. A intenção, acho, é de te pegar de surpresa: você aumenta o volume com a faixa intro e, se ainda não ouviu alguma música do SfCS, se depara com a real cara da fera.
Electric Whore” tem batida forte, uma equalização que embrulha o estômago (no bom sentido) e um cara repetindo um uivo com os lábios colados. O que mais poderíamos querer? Isso agitaria qualquer lugar.
Love is a Lonely Ghost Floating Inside” – não sei – talvez dois jovens patinando no gelo, filminho americano de sessão da tarde - besteira que pensei aqui. O título me fez voar bastante! Mas o baixo estoradão, a guitarra chiadeira, uma zuadinha de submarino aqui e ali e o esse loop de bateria... Essa música, tenho certeza, é a forma musicada da capa das bailarinas!

Walt Whitman’s Brain”, como já falaram é a gótica do álbum, talvez a mais pegajosa. Ia fazer uma comparação boba com Tearwave. Essas guitarras...
Da faixa que carrega o título do projeto e do EP e que fecha a sequência – “Starfire Connective Sound” - só posso dizer uma coisa: chamem Jen Gloeckner pra cantar na música. A faixa parece ser a continuação de sua “5 2nd Thrill”. Incrível, apesar de curta.
Fiquem com as orelhas levantadas, pois o autor do EP tá matutando muito mais coisas em sua cabecinha maligna.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Coletânea "Brazilian Noisy Poetry Makers Vol. 2" (2011) do blog Sussurros e Escarros


Sinto orgulho em poder compartilhar mais bandas brasileiras ótimas.
Al Schenkel, idealizador e dono do Sussurros e Escarros, viu que o primeiro volume deu certo, e agora lança o segundo, com semelhante qualidade. Desta vez, algumas surpresas... Starfire Connective Sound (do próprio blogueiro), Sin Ayuda, Copa do Ar (meu projeto musical) e as bandas de que nunca ouvi falar (sim, as desconhecidas, que fazem a coletânea ser sempre uma surpresa)
Falar não adianta, veja você mesmo!

Ixtlan Noisetrack "The Waiting Song"
Medialunas "Humming"
Moldavia "Stop The Broadcasts"
The Cigarettes "The Bore"
Input_output "Antes Do Banho Quente"
Hierofante Púrpura "A Carta Que Eu Recebi Do Presidente"
S.O.M.A. "A Second Before Awakening"
Electric Lazybirds "Rainbirds"
Hangovers "O Senhor Está Despedido"
Messias "Books Are Amulets"
Sin Ayuda "Country House"
Black Sea "Don't Stay For Too Long"
Wallace Costa "Vultures"
Duelectrum "Chocolate Love"
Jennifer Lo-Fi "Troffea"
Copa Do Ar "Days Are Dragged"
Mellotrons "Colors To Remind Me"
Starfire Connective Sound "Electric Whore"
Monstro Motor "I Know"
Single Parents "Escape"
Sobre A Máquina "Fôlego"
Parkplatz "Frontier"
The Silent Party "Stalagmite"
Electric Mind "Sick"
Megadrivers "Soda Cáustica"
Alma Mater "Sky Kissing Cowboy"
Ruído/MM "Dois"
Red Run "Dead Sound"
This Lonely Crowd "Sometimes We Only Start Again"
Labirinto "Anatema"
Color TV "Necessary Devil"
The Baudelaires "She's A Queen"

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Some Kind Of Pareidolia" (2011) de This Lonely Crowd


Tive a ótima oportunidade de acompanhar os passos desde material que hoje se completa e transforma num grande álbum do Brasil (musical) atual e do planeta (claro que com suas restrições). Porém não pense que essa grandeza venha com o reconhecimento da obra pelo mercado ou com o crescimento do público. Este disco, como todas (ou quase todas) grandes obras, é um trabalho para ser passado de mãos em mãos - boas mãos, digo logo. Some kind of Pareidolia saiu antes do previsto, aliás duas semanas antes. Contudo, sair do previsto é o objetivo e, digamos que, temática do novo álbum.
Escutando pela primeira vez, fiquei um pouco confuso "Isso aqui deve ser influência do heavy metal! Mas como?!". É comum pensar que bandas shoegazers procurem suas influências apenas em grupos mais renomados da mesma vertente. O que acontece aqui é diferente. Poderíamos até citar a frase que caracterizou o SKOP: "Nada é o que parece", pois a banda não é exatamente um espelho de suas influências, mas apenas parte (aqui é o verbo partir, hein) destas e foge quase que totalmente de uma sonoridade obtida através do molde das bandas-influência.
Sendo franco agora, você encontrará informações mais elucidadas no post do Floga-se sobre o lançamento.
Vamos à tracklist (marlavilóça por sinal):

Sometimes We Only Start Again
Where Is When?
Shimmered Reveries
Rainbow´s Burns
Love Blender
Escher´s Starcase
Frozen (In Time) Waterballoon
Snorphan
French Poetry of the XVIII Century
Spotty Powder
Mastering the Art of Training Squirrels
Repeating
Não conhece? Escute poxa!

Agora baixe:


Ouça atentamente ;-)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Coletânea "Brazilian Noisy Poetry Makers Vol. 1" (2011) do blog Sussurros e Escarros


Eis aqui uma ideia legal.
Al Schenkel (autor do blog Sussurros e Escarros e do projeto Starfire Connective Sound) disse que pesquisaria bandas nacionais de som shoegazer, post-rock e afins e foi o que fez. O resultado é esta seleção de 32 músicas e 32 bandas/artistas diferentes, todos brasileiríssimos.
Muita coisa nova, de 2011 já, e algumas coisas de 2006-2008. E ainda outras coisas mais que não conheço. Provavelmente coisas que existem no Brasil e você sequer ouviu falar ou deu atenção.
Então pague sua dívida as escutando agora.


Tracklist:
Seven2nine "Thinkin On The Road"
The Tamborines "31st Floor"
FireFriend "Airport Scene"
The Dead Sperstars "Autumn Nights"
Wry "Sister"
Bela Infanta "Refratário"
Top Surprise "80 Comes"
Lê Almeida "Nunca Nunca"
Lautmusik "Bury My Heart In A Warsaw"
L.A.B. "Pornwave"
The Transmission "Altough I Wish"
Some Community "Young And Fresh"
I Kill Kane "Empty Glasses/Full Hearts"
metroidE "Hungry Demon"
Herod Layne "300-Megaton Lullaby"
The Soundscapes "Back To Life"
Hangin Freud "Truce"
Inverness "Inside Diamonds"
Mavka "Child"
Blemish "Suburban Satellites"
Viana Moog "Chagas Adesivas"
Looking For Jenny "Clowns In Flames"
Dating Robots "Horse Orbinson"
Badhoneys "Runaway"
Gray Strawberries "A Collective Exercise Of Panic"
Loomer "All Gone"
Damn Laser Vampires "Louvre"
Lupe De Lupe "Brejo Das Almas"
lavalsa "She Floats"
Neon Night Riders "See The Sky"
Team.Radio "To Hank"
Yoko 5 "Black Roof"

Boa "ouvida". Parabéns Al.
Aliás, a coletânea do Ambexplosão vai ser adiada por uns 3 meses hehe


Até a próxima.

sábado, 7 de maio de 2011

"Spectral EP" (2010) de Vincebuz



Vincebuz é formado por Renato Gimenez (guitarra fuzz e voz), Carlos Gomez (baixo e backing vocals) e Douglas Campos (bateria). O trio já data sete anos, tocando Krautrock e Post-rock. Na bagagem já são quase 300 shows no Brasil e mais 14 na Argentina. Desde 2009, adicionaram mais três membros à banda: Fernando Sioni, Davi Moori e Diego Rizzo, responsáveis, respectivamente, por bateria; efeitos e sintetizadores; e percussão e experimentos. É um metal experimental, com instrumentos incomuns (peças de motores, canos metálicos, martelos, e outras coisas mais) unidos à barulheira alucinante que a banda faz.

sábado, 30 de abril de 2011

"Inutitled EP" de Stewin'


Stewin' é uma one-man-band brasileira muito recente.
Não criei ainda uma opinião certa sobre ele.
É bom. Próximos trabalhos nos dirão se ele pode se desenvolver melhor ou não.
Você pode fazer o download do EP via bandcamp