Mostrando postagens com marcador shoegaze. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador shoegaze. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Katty Winne "Molly Gun EP" (2012)

Katty também fotografa muito!
Lançado no dia 21 deste mês, Molly Gun me parece ser o real disco de estreia de Winne. Antes dele, em 2010, teve o Super Universe, mas que apesar de músicas muito boas, ficou introspectivo demais comparado aos padrões deste novo, que tem tudo para ser o caminho a seguir. A própria autora descreve sua música como de "menininha" e de amor e mais amor, e depois amor. Mas não é tão por aí.
Digo isso, por conta de sua repercussão positiva. Se fosse música de "menininha" (no modo pejorativo de dizer), não teria inspirado elogios do senhor por trás do Floga-se e não teria ganhado espaço num blog como o Shoegazer Alive, que pelo título dá para se deduzir seu conteúdo. Até agora não ouvi nada de "ah, não gostei". Tem caído no agrado até de pessoas mais entojadas. MG nasceu com um dom fascinante de fisgar o ouvinte com elementos que já deram certo em algum lugar da América do Norte, mas nunca (ou dificilmente) na nossa terrinha. (Cabe aqui abrir uns parênteses pra comentar a semelhança vocal com a americana Juliana Hatfield)
A capa é de Caíque Guimarães (Bad Rec Project) e a cadela é Molly,
a que deu o nome ao EP.
Algo que dá pra notar de cara é a sinceridade dessas canções. Winne é realmente assim. Colore de amor cada detalhe de sua vida (e dos outros também). Em Forever, amor. Em Johnny, amor. Em... peraí não vou repetir isso 5 vezes. Todas as músicas são sobre relacionamento, desde de amizade (My Little Girl In The Sun) até o amor destrutivo e doentio de "Your Girl" (não é pra tanto, rs). Amor ou falta de um amor. O lema é: se tem um coração e está sozinho, vamos tocar uma canção e rir com bobagens (Johnny - que inclusive, mais recentemente, foi dedicada a minha pessoa, de brincadeirinha). We're Falling In Love é um dream pop sobre se re-apaixonar por alguém já te fez sofrer uma vez, e você aí tolo(a) de dar dó quer um revival. E "Forever", minha preferida, é um shoegazão que faz o lance de "menininha" ser contradição. Aliás, guitarra, distorção e esse clima furioso todo não faz jus. Sai dessa, Winne! Menininha não é contigo não. Bem, como ela mesma diz: "Te amo, mas não é para sempre". Com essa frase, encerro o post.

domingo, 27 de novembro de 2011

Bela Infanta {Às Vezes Os Pássaros Não Voam Pro Mesmo Lado No Inverno [2011]} & {EP Branco [2009]}


Como blog, a maior dívida que o Ambexplosão tem é com a banda Bela Infanta. Conheço-a desde o ano passado e, a cada vez que ouço, cresce minha admiração.
De Joinville, Santa Catarina, os integrantes são: Deivys Joenck nos vocais e teclados; Israel Rolim com a guitarra; Stenio Leopoldo com o baixo; e Marcelo Casas na bateria.
De cara, o que me intrigou bastante foram as letras em português. Imagine só! Dream pop e shoegaze abrasileirado... Dificilmente outro grupo conseguiria unir um instrumental gringo com o português brasileiro cheio de vogais abertas.
A Bela Infanta é o tipo de banda que parece ter sido removida da época à qual pertencia. Ignorando datas, poderia afirmar que ela fez parte da saga das fitinhas cassetes, junto com Second Come, Brincando de Deus e Violeta de Outono. Isso só não ocorreu porque no começo dos 90 seus membros ou eram crianças ou adolescentes e precisavam provavelmente passar pela experiência de gostar de bandas ruins ou de tocar em alguma. rs
Vou linkar os downloads do primeiro e segundo EPs e 2 videoclipes da banda, incluindo o lançado hoje - Planícies.
E sinceramente eu apenas espero assistir a um show dos bróders. Como é que faz?


Às Vezes Os Pássaros Não Voam Pro Mesmo Lado No Inverno [2011]










EP Branco [2009]













Planícies

Outono de 1987

Agora é só esperar o 3º EP que eles estão preparando...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Refuse" de Hangin Freud, 1ª faixa disponibilizada do álbum "Motherland"



No dia 25 de setembro de 2011, a dupla intercontinental Hangin Freud compartilhou pelo soundcloud uma primeira faixa do álbum intitulado "Motherland". Trata-se de "Refuse", uma canção com um instrumental tribal, obscuro, "canto de roda" ao fundo, complementados com a atmosfera da guitarra, e embalada pela voz angustiante de Paula Borges (minha preferida das brasileiras).
Ouça e imagine o que pode vir pela frente:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"There Comes The Seelie Court", b-side This Lonely Crowd


Ouça:
This Lonely Crowd já passou aqui pelo blog com o lançamento do primeiro álbum, Some Kind Of Pareidolia (2011), mas vale a pena recapitular quem é a This Lonely Crowd.
É uma banda curitibana formada em 2009 por quatro músicos que usam pseudônimos de personagens infantis: Tweedledum (guitarra), Tweedledee (guitarra), Humpty Dumpty (vocal, guitarra), Jabberwock (bateria) e Red Queen (baixo, vocais). Além disso, as letras das músicas também saem de histórias infantis: o primeiro álbum, SKoP, contou com adaptações de histórias dos irmãos Grimm e outras, como da Fantástica Fábrica de Chocolate.
Musicalmente, a banda toca em diante a antiga sonoridade dos Smashing Pumpkins, porém com um (ou os dois) pé atolado no post-rock, sem esquecer da influência que, querendo ou não, eles sofrem das bandas do gênero brasileiras.
A banda tem lançado seus EP's pelo selo virtual Sinewave. Mas desta vez preferiu mudar a ordem dos acontecimentos e agora está lançando o lado B do SKoP em forma de EP, intitulado "Doppeldanger And Other Delicious Secrets", dividido em cinco faixas lançadas por diferentes blogs.
Essas canções (algumas já haviam sido iniciadas muito antes do full album), como a banda mesma diz, ganharam uma sonoridade própria de b-side: certa obscuridade e canções que não se encaixaram dentro dos lançamentos anteriores. Contudo não concordo que isso tenha funcionado bem. Em minhas experiências com b-sides percebi que se podia colocar qualquer coisa ali: músicas inacabadas, mixagem ruim, erros, pausas, catarro, desafinação e dissonância. Mas a This Lonely Crowd criou músicas dignas de comporem um álbum e com muita qualidade.
O Ambexplosão ficou encarregado de apresentar a terceira música "There Comes The Seelie Court". Mais uma vez a banda se inspira em histórias de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas. Desta vez a obra escolhida foi "Through the Looking Glass" (continuação do Alice). Seelie Court significa "fadas do bem", bom, pra quem acredita, né. Pra mim, fada nunca é do bem e essa música confirma minha teoria. Começa rastejando e se contorcendo através de notas graves no baixo e guitarra distorcida, como manda o figurino, e uma levada sinking, que é completada com a voz sussurrada de Humpty imersa e enraizada por entre as melodias. Por vezes, esses elementos tornam-se um só e, a partir de um determinado trecho da música que ouso chamar de refrão, dá a impressão de que o vocal se desprende da melodia e agora, quase que cantando para si mesmo, a música caminha para um blur de guitarras e vocais que soam mais como múrmuros que como canto.
Divirta-se!
Pra você baixar as outras faixas do Doppeldanger and Other Delicious Secrets, acesse os blogs:
2. Lolo
3. There Comes The Seelie Court