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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Old Magic Pallas "Pull My Daisy" (1994)

Old Magic Pallas é uma das grandes bandas da cena underground brasileira, shoegazer e dream pop dos anos 90. Pelo que li em alguns blogs e escutei de outros apreciadores de música, soube que Jane era como um hino para a turma que curtia um MBV ou um Slowdive. Lançou o EP Pull My Daisy (94) e integrou um CD split com Moonrise e Speed Whale (95). Em 98 já tinha algumas faixas demos do 1º álbum gravadas (elas estão no myspace da banda), mas no mesmo ano, encerrou suas atividades. Passaram-se dez anos, quando surgiram gravações de ensaio junto à notícia da retomada. Atualmente a banda mantem contato através de uma página no facebook, mas não deixa muito claros a situação do antigo álbum inacabado, o novo rumo e nem o processo de criação de novo material.

tracklist:
Stargazer
Jane
Daydreaming
Raindrops
Twiggy
Daydreaming (Aural Exciter Mix)


*Agradecimento ao blog Amor Louco. Acho que baixei e conheci a banda por lá.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Katty Winne "Molly Gun EP" (2012)

Katty também fotografa muito!
Lançado no dia 21 deste mês, Molly Gun me parece ser o real disco de estreia de Winne. Antes dele, em 2010, teve o Super Universe, mas que apesar de músicas muito boas, ficou introspectivo demais comparado aos padrões deste novo, que tem tudo para ser o caminho a seguir. A própria autora descreve sua música como de "menininha" e de amor e mais amor, e depois amor. Mas não é tão por aí.
Digo isso, por conta de sua repercussão positiva. Se fosse música de "menininha" (no modo pejorativo de dizer), não teria inspirado elogios do senhor por trás do Floga-se e não teria ganhado espaço num blog como o Shoegazer Alive, que pelo título dá para se deduzir seu conteúdo. Até agora não ouvi nada de "ah, não gostei". Tem caído no agrado até de pessoas mais entojadas. MG nasceu com um dom fascinante de fisgar o ouvinte com elementos que já deram certo em algum lugar da América do Norte, mas nunca (ou dificilmente) na nossa terrinha. (Cabe aqui abrir uns parênteses pra comentar a semelhança vocal com a americana Juliana Hatfield)
A capa é de Caíque Guimarães (Bad Rec Project) e a cadela é Molly,
a que deu o nome ao EP.
Algo que dá pra notar de cara é a sinceridade dessas canções. Winne é realmente assim. Colore de amor cada detalhe de sua vida (e dos outros também). Em Forever, amor. Em Johnny, amor. Em... peraí não vou repetir isso 5 vezes. Todas as músicas são sobre relacionamento, desde de amizade (My Little Girl In The Sun) até o amor destrutivo e doentio de "Your Girl" (não é pra tanto, rs). Amor ou falta de um amor. O lema é: se tem um coração e está sozinho, vamos tocar uma canção e rir com bobagens (Johnny - que inclusive, mais recentemente, foi dedicada a minha pessoa, de brincadeirinha). We're Falling In Love é um dream pop sobre se re-apaixonar por alguém já te fez sofrer uma vez, e você aí tolo(a) de dar dó quer um revival. E "Forever", minha preferida, é um shoegazão que faz o lance de "menininha" ser contradição. Aliás, guitarra, distorção e esse clima furioso todo não faz jus. Sai dessa, Winne! Menininha não é contigo não. Bem, como ela mesma diz: "Te amo, mas não é para sempre". Com essa frase, encerro o post.