domingo, 27 de novembro de 2011

Bela Infanta {Às Vezes Os Pássaros Não Voam Pro Mesmo Lado No Inverno [2011]} & {EP Branco [2009]}


Como blog, a maior dívida que o Ambexplosão tem é com a banda Bela Infanta. Conheço-a desde o ano passado e, a cada vez que ouço, cresce minha admiração.
De Joinville, Santa Catarina, os integrantes são: Deivys Joenck nos vocais e teclados; Israel Rolim com a guitarra; Stenio Leopoldo com o baixo; e Marcelo Casas na bateria.
De cara, o que me intrigou bastante foram as letras em português. Imagine só! Dream pop e shoegaze abrasileirado... Dificilmente outro grupo conseguiria unir um instrumental gringo com o português brasileiro cheio de vogais abertas.
A Bela Infanta é o tipo de banda que parece ter sido removida da época à qual pertencia. Ignorando datas, poderia afirmar que ela fez parte da saga das fitinhas cassetes, junto com Second Come, Brincando de Deus e Violeta de Outono. Isso só não ocorreu porque no começo dos 90 seus membros ou eram crianças ou adolescentes e precisavam provavelmente passar pela experiência de gostar de bandas ruins ou de tocar em alguma. rs
Vou linkar os downloads do primeiro e segundo EPs e 2 videoclipes da banda, incluindo o lançado hoje - Planícies.
E sinceramente eu apenas espero assistir a um show dos bróders. Como é que faz?


Às Vezes Os Pássaros Não Voam Pro Mesmo Lado No Inverno [2011]










EP Branco [2009]













Planícies

Outono de 1987

Agora é só esperar o 3º EP que eles estão preparando...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Refuse" de Hangin Freud, 1ª faixa disponibilizada do álbum "Motherland"



No dia 25 de setembro de 2011, a dupla intercontinental Hangin Freud compartilhou pelo soundcloud uma primeira faixa do álbum intitulado "Motherland". Trata-se de "Refuse", uma canção com um instrumental tribal, obscuro, "canto de roda" ao fundo, complementados com a atmosfera da guitarra, e embalada pela voz angustiante de Paula Borges (minha preferida das brasileiras).
Ouça e imagine o que pode vir pela frente:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"There Comes The Seelie Court", b-side This Lonely Crowd


Ouça:
This Lonely Crowd já passou aqui pelo blog com o lançamento do primeiro álbum, Some Kind Of Pareidolia (2011), mas vale a pena recapitular quem é a This Lonely Crowd.
É uma banda curitibana formada em 2009 por quatro músicos que usam pseudônimos de personagens infantis: Tweedledum (guitarra), Tweedledee (guitarra), Humpty Dumpty (vocal, guitarra), Jabberwock (bateria) e Red Queen (baixo, vocais). Além disso, as letras das músicas também saem de histórias infantis: o primeiro álbum, SKoP, contou com adaptações de histórias dos irmãos Grimm e outras, como da Fantástica Fábrica de Chocolate.
Musicalmente, a banda toca em diante a antiga sonoridade dos Smashing Pumpkins, porém com um (ou os dois) pé atolado no post-rock, sem esquecer da influência que, querendo ou não, eles sofrem das bandas do gênero brasileiras.
A banda tem lançado seus EP's pelo selo virtual Sinewave. Mas desta vez preferiu mudar a ordem dos acontecimentos e agora está lançando o lado B do SKoP em forma de EP, intitulado "Doppeldanger And Other Delicious Secrets", dividido em cinco faixas lançadas por diferentes blogs.
Essas canções (algumas já haviam sido iniciadas muito antes do full album), como a banda mesma diz, ganharam uma sonoridade própria de b-side: certa obscuridade e canções que não se encaixaram dentro dos lançamentos anteriores. Contudo não concordo que isso tenha funcionado bem. Em minhas experiências com b-sides percebi que se podia colocar qualquer coisa ali: músicas inacabadas, mixagem ruim, erros, pausas, catarro, desafinação e dissonância. Mas a This Lonely Crowd criou músicas dignas de comporem um álbum e com muita qualidade.
O Ambexplosão ficou encarregado de apresentar a terceira música "There Comes The Seelie Court". Mais uma vez a banda se inspira em histórias de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas. Desta vez a obra escolhida foi "Through the Looking Glass" (continuação do Alice). Seelie Court significa "fadas do bem", bom, pra quem acredita, né. Pra mim, fada nunca é do bem e essa música confirma minha teoria. Começa rastejando e se contorcendo através de notas graves no baixo e guitarra distorcida, como manda o figurino, e uma levada sinking, que é completada com a voz sussurrada de Humpty imersa e enraizada por entre as melodias. Por vezes, esses elementos tornam-se um só e, a partir de um determinado trecho da música que ouso chamar de refrão, dá a impressão de que o vocal se desprende da melodia e agora, quase que cantando para si mesmo, a música caminha para um blur de guitarras e vocais que soam mais como múrmuros que como canto.
Divirta-se!
Pra você baixar as outras faixas do Doppeldanger and Other Delicious Secrets, acesse os blogs:
2. Lolo
3. There Comes The Seelie Court

domingo, 21 de agosto de 2011

"Our Eyes Were Closed" (2011) de Crimson Mourn

Download "Crimson Mourn - Our Eyes Were Closed (2011)"

"Our Eyes Were Closed" é o debut de Crimson Mourn, projeto solo do espanhol Mauro Beltran de apenas 17 anos. Gravado em casa e lançado sem muita ajuda, chamou a atenção do blog Sirens Sound, que cá entre nós é um baita blog!, recebendo 5 estrelas, um BRILLIANT e um EXCELLENT, e hoje (tão rapidamente!) já conta com a admiração de muitos. Isso é, como o próprio Mauro disse, resultado de trabalho duro, de dedicação e, na minha opinião e de muitos outros, talento.

A música, vinda de Valencia, Espanha, percorre a melancolia do post-rock, incorporando alguns outros elementos como a guitarra barulhenta e a bateria rápida em "Last Days From November", e notas frágeis e lentas embalando todo o resto álbum. É, com certeza, um trabalho delicado que traz à tona um sentimento de perda. O famoso nó na garganta (e no coração) é o que comprova: Este é um álbum pra dias chuvosos de qualidade.
Observando o perfil na lastfm de Mauro, dá para perceber de onde vem algumas influências: Ólafur Arnalds, Yann Tiersen, Explosions in the Sky e por aí vai... Claro que sem esquecer o que Mauro cria a partir de suas próprias ideias, da sua própria personalidade.
Mauro deseja reunir músicos para viajar a Madri e começar a investir em carreira e crescer musicalmente.
Tracklist:
We Only Live To Breathe
Last Days From November
An Empty Landscape
Postcards From Places We Will Never Know
Life Is Fragile
This Is The Freedom Message!
Embrace The Bright Light
Eventide For Dreamers

Escute "Postcards From Places We Will Never Know":

Download "Crimson Mourn - Our Eyes Were Closed (2011)"

sábado, 13 de agosto de 2011

"Too Young to Think of Dying" (2011) de Búfalo


Desde o lançamento (19 de junho de 2011), o EP "Too Young to Think of Dying", da recém nascida dupla folk Búfalo, tem saído em alguns blogs que sigo e tenho acompanhado as críticas. Assim se torna até um pouco difícil escrever sem parecer repetitivo ou esbarrar nas opiniões desses blogs.
Então vamos lá! Quem são e de onde vieram.
Vocais, programações e efeitos ficam a cargo de Renan Pamplona, 21 anos; vocais, violão e guitarra por Felipe Mattos, 18. São de Santa Catarina, lugar de onde vêm Bela Infanta, Killing Ana e Starfire Connective Sound.
Talvez já tenha conhecido os garotos através de seu projeto de post-rock Nvblado. Renan Pamplona também já foi da banda black metal Smélow de Musgle. Segundo eles mesmos, Búfalo é para ser algo mais descompromissado, que, aos meus ouvidos, porém, soou bastante profundo, principalmente em Remorso.
O EP tem 6 faixas (Príncipe, Hanna, Remorso, Pacto, Sincero e Promessa) que, apesar de seus títulos em português, trazem letras em inglês. Penso ser uma forma de dizer: "Somos brasileiros, mas nossa música funciona melhor assim". Eu acho.
Pra te orientar sobre qual caminho Búfalo segue, posso arriscar em citar alguns outros músicos brasileiros que estão nessa linha: Sin Ayuda (na fase one man band), Wallace Costa e Bruno Marra.
Aproveitem o download livre do EP no bandcamp da dupla:

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Teste #1" (2009) de Don Gizmo


Lembro-me de quando me dei conta de que o Brasil dava bons frutos na música de estilo que gosto (ou melhor, estilos). Num certo dia tomei a decisão de vasculhar pela internet o que havia de música em Alagoas (isso foi há um ano, eu acho). Claro, encontrei muito hardcore e o tal do pop-rock. E encontrei muitos projetos instrumentais. Não me agradei muito deles. Nesse meio passou despercebido o Don Gizmo. Acho que ainda o ouvi, mas com a frustração dos outros instrumentais de que não gostei. Infelizmente eu deixei passar. E quando eu ouvia falar em Don Gizmo, tinha a ideia de ser um daqueles instrumentais de que não havia gostado.
E o tempo passou...
Bom, no mês passado tive o segundo contato com Don Gizmo. Agora de cara com a fera! Em dois sentidos: 1. Eu ouvi Don Gizmo por inteiro; 2. A fera, quero dizer, Nando Magalhães estava bem ali na minha frente. Isso foi numa reunião do Popfuzz (coletivo alagoano de música independente), Tales (da My Midi Valentine) estava pondo pra tocar uns sons experimentais. Aí então começou a tocar uma música mais agradável, envolvente e tristonha. Aí fiquei sabendo. Não sei se falei que tinha gostado muito. Na verdade, o que veio à minha cabeça foi algo como "Me desculpe por ter ignorado", mas ia parecer idiota, além do mais não havia motivo pra pedir desculpas (eu que perdi com isso). Fato é que queria falar "Parabéns, cara! Não pensei que o Don Gizmo fosse isto!" Mas, no fim, fiquei calado. (Nando, se você ler isso, saiba que é isso mesmo. Parabéns!)
Saindo de lá, ainda tocou Copa do Ar. Aposto que quando saí, ficaram apontando os defeitos das minhas músicas hehe E se realmente fizeram isso, gastaram muuuuito tempo, pois o que há de defeitos... rs
E na volta pra casa eu tinha um objetivo: baixar o EP!

domingo, 10 de julho de 2011

"Jade" (2000) de Flowing Tears


É ótimo.
Só!
(e baixe)
tracklist:
Godless • Sistersun • Swallow • Lovesong For A Dead Child • Under The Red
• Turpentine • The One I Drowned • Vanity • Radio Heroine •
Coma Garden • Jade • White Horses

sábado, 11 de junho de 2011

"Starfire Connective Sound EP" (2011) de Starfire Connective Sound

Em junho de 2011, é lançado o EP mais barulhento, psicodélico, hipnótico e obscuro da música livre e desconhecida no Brasil: “Starfire Connective Sound” do projeto homônimo do cara do blog Sussurros e Escarros, Al Schenkel. Ele, através do blog, também organiza e divulga a coletânea “Brazilian Noisy Poetry Makers”, que além de reviver hits do underground brasileiro, apresenta novidades de bandas que ainda engatinham, mas que têm potencial.
É do primeiro EP (7 faixas) do projeto solo deste cara com ótimas intenções que vou falar um pouco. Alguns blogueiros que admiro já falaram muito bem dele. Tá tendo uma repercussão legal. Agora eu vou dizer só algumas palavrinhas sobre cada faixa e depois você escolhe o que fazer.
A intro “I Sweep the Streets without Finding God” começa com notas de piano que me lembraram o álbum “Fairy tales... (2001)” da Mandragora Scream, o modo como é construído desenha um cenário de confusão mental, alguém correndo e caindo pelas ruas. Acho que isso já é evidente pelo título da música. Depois a música ganha um clima mais New Age. Mas é só para nos enganar.
They Call Her One Eye”, em seguida, nos mostra o barulho, distorção na guitarra – sem muitos rodeios – que é o que Al Schenkel veio realmente fazer pro resto do EP. “This Modern Cave” vem mais barulhenta ainda. A intenção, acho, é de te pegar de surpresa: você aumenta o volume com a faixa intro e, se ainda não ouviu alguma música do SfCS, se depara com a real cara da fera.
Electric Whore” tem batida forte, uma equalização que embrulha o estômago (no bom sentido) e um cara repetindo um uivo com os lábios colados. O que mais poderíamos querer? Isso agitaria qualquer lugar.
Love is a Lonely Ghost Floating Inside” – não sei – talvez dois jovens patinando no gelo, filminho americano de sessão da tarde - besteira que pensei aqui. O título me fez voar bastante! Mas o baixo estoradão, a guitarra chiadeira, uma zuadinha de submarino aqui e ali e o esse loop de bateria... Essa música, tenho certeza, é a forma musicada da capa das bailarinas!

Walt Whitman’s Brain”, como já falaram é a gótica do álbum, talvez a mais pegajosa. Ia fazer uma comparação boba com Tearwave. Essas guitarras...
Da faixa que carrega o título do projeto e do EP e que fecha a sequência – “Starfire Connective Sound” - só posso dizer uma coisa: chamem Jen Gloeckner pra cantar na música. A faixa parece ser a continuação de sua “5 2nd Thrill”. Incrível, apesar de curta.
Fiquem com as orelhas levantadas, pois o autor do EP tá matutando muito mais coisas em sua cabecinha maligna.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Coletânea "Brazilian Noisy Poetry Makers Vol. 2" (2011) do blog Sussurros e Escarros


Sinto orgulho em poder compartilhar mais bandas brasileiras ótimas.
Al Schenkel, idealizador e dono do Sussurros e Escarros, viu que o primeiro volume deu certo, e agora lança o segundo, com semelhante qualidade. Desta vez, algumas surpresas... Starfire Connective Sound (do próprio blogueiro), Sin Ayuda, Copa do Ar (meu projeto musical) e as bandas de que nunca ouvi falar (sim, as desconhecidas, que fazem a coletânea ser sempre uma surpresa)
Falar não adianta, veja você mesmo!

Ixtlan Noisetrack "The Waiting Song"
Medialunas "Humming"
Moldavia "Stop The Broadcasts"
The Cigarettes "The Bore"
Input_output "Antes Do Banho Quente"
Hierofante Púrpura "A Carta Que Eu Recebi Do Presidente"
S.O.M.A. "A Second Before Awakening"
Electric Lazybirds "Rainbirds"
Hangovers "O Senhor Está Despedido"
Messias "Books Are Amulets"
Sin Ayuda "Country House"
Black Sea "Don't Stay For Too Long"
Wallace Costa "Vultures"
Duelectrum "Chocolate Love"
Jennifer Lo-Fi "Troffea"
Copa Do Ar "Days Are Dragged"
Mellotrons "Colors To Remind Me"
Starfire Connective Sound "Electric Whore"
Monstro Motor "I Know"
Single Parents "Escape"
Sobre A Máquina "Fôlego"
Parkplatz "Frontier"
The Silent Party "Stalagmite"
Electric Mind "Sick"
Megadrivers "Soda Cáustica"
Alma Mater "Sky Kissing Cowboy"
Ruído/MM "Dois"
Red Run "Dead Sound"
This Lonely Crowd "Sometimes We Only Start Again"
Labirinto "Anatema"
Color TV "Necessary Devil"
The Baudelaires "She's A Queen"

sábado, 28 de maio de 2011

"The Innocence Mission" (Self-titled - 1989) de The Innocence Mission


Podemos dizer que este disco é raro. E... intrigante.
Algum fã da banda em algum lugar comentou que este seria o "esqueleto no armário" do Innocence Mission, porém não concordo. Quem ouviu apenas os discos mais recentes da banda vai se surpreender com a ousadia neste álbum. Com uma cara de música oitentona, vocais mais soltos e estridentes, mais bateria... me ganhou.

tracklist:
Paper Dolls
Black Sheep Wall
Surreal
Curious
Clear To You
Mercy
Broken Circle
I Remember Me
You Chase The Light
Notebook
Come Around And See Me
Wonder Of Birds
Medjugorje